terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Para além do sexo anal



Quando soube da minha homossexualidade, a primeira pergunta do meu pai não foi se eu amava alguém ou se tinha um namorado, mas se era “passivo” ou “ativo”. Colegas heterossexuais também têm essa curiosidade natural e, meio sem jeito, já me questionaram: quem é o homem da relação?

A verdade é que há muito desconhecimento sobre esse assunto, inclusive entre os próprios homossexuais. A cultura do sexo anal é tão dominante nesse “meio” que mesmo aqueles que não se identificam com a prática não se sentem à vontade, muitas vezes com medo da rejeição, para dizer NÃO ao parceiro e propor formas alternativas de dar e receber prazer. Normalmente, para ser considerado efetivamente gay, é preciso passar pela experiência, às vezes dolorosa e para muitos asquerosa, de fazer sexo anal. A mídia e as campanhas de prevenção governamentais enfatizam muito a camisinha, mas em nenhum momento sugerem a adoção de práticas mais seguras e saudáveis do que o sexo anal – não o fazem porque acham que não podem julgar o comportamento de ninguém.

O fato é que, ao contrário do que muitos fundamentalistas pensam, ser homossexual não se resume ou é sinônimo de dar ou comer cu. Pesquisas indicam que entre 20-45% da população homossexual masculina sexualmente ativa não pratica sexo anal. Masturbação mútua, frottage, sexo oral e tantas outras modalidades podem ser tão ou mais gratificantes do que o sexo penetrativo de pênis e ânus. Além disso, há sempre a opção de abstinência sexual, corretamente indicada pela Igreja Católica como a melhor forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Para aqueles que desejam conhecer mais sobre práticas sexuais não-penetrativas, sugiro os seguintes sites:

3 comentários:

  1. Achei legal este blog, eu ouvi no áudio do Olavo de Carvalho e vim dar uma olhada, muito bacana a iniciativa.
    Em relação a essa questão do sexo, creio que isso é algo tão particular, e o que importa a posição que duas pessoas tem na cama ou o que fazem? Interessa a elas mesmas e não aos outros, as vezes surgem discussões e curiosidades, mas eu acredito que aquilo que é privado, deve ser tratado de forma privada e não diz respeito aos outros fora da relação.
    Então querer debater "posição sexual" por si só é algo desnecessário, pois isso é particular e não algo pra ser debatido em roda de amigos ou o que quer, que seja.

    ResponderExcluir
  2. Achei ótimo esse post, que foi indicado por um dos meus seguidores do blog. Álias apesar de ser hetero tenho muito em comum com as idéias expostas em vários posts. Não me considero gay e nem tenho atração pelos valores gays da atualidade.
    Na verdade, me considero hetero-g0y e estou em plena sitonia com o ideário do movimento g0y pelo mundo. O blog que mantenho é o http://somosg0ys.blogspot.com.br/ escrito em português e quem é homem, sente atração por homens, mas não se identifica com ideários gays, vai se sentir muito bem por lá.
    Abçs

    ResponderExcluir
  3. Parabéns pelo blog,sou julgada de homofóbica mas não sou,apenas sou contra o vitimismo e a distorção das coisas, repudio o gayzismo.

    ResponderExcluir