sábado, 31 de outubro de 2009

Administração Obama defende “agressivamente” o DADT.

Movimentação incomum vai além do “dever de defender” do governo.



Los Angeles (23/10/2009) - Em mais uma ação coerente com o comportamento contraditório nas questões LGBT, a administração Barack Obama tem orientado o seu Departamento de Justiça a arquivar um requerimento extraordinário do Log Cabin Republicans contra a lei “Don’t Ask, Don’t Tell” (DADT), apesar da decisão favorável de um juiz federal ao prosseguimento do requerimento. A 11ª ação de apelo interlocutória, que busca manter os procedimentos e suspender novas ações, surpreendentemente foi formulada no mesmo momento em que o Presidente Obama reafirmava aos ativistas LGBT que se mantinha firme como oponente da lei DADT, durante o jantar anual da Campanha de Direitos Humanos, ocorrida no início deste mês em Washington DC.

“Depois que o Presidente Obama indicou claramente que sua mais elevada prioridade para a comunidade LGBT era repelir o DADT, é bem perturbador assistir a esta mudança de postura”, disse Terry W. Hamilton, Presidente nacional do Log Cabin Republicans. “Esta mudança agressiva do Departamento de Justiça da presidência de Barack Obama debilita seriamente não apenas o seu compromisso com nossa comunidade e com a defesa da nossa nação, mas isso também coloca dúvidas sobre os motivos daqueles [que pertencem] aos mais elevados níveis da liderança LGBT em Washington, os quais se recusam a criticar a postura evasiva do Presidente Obama”.

O caso [judicial] em questão, “Log Cabin Republicans versus Estados Unidos da América”, é o primeiro desafio direto à lei DADT, arquivada inicialmente pela decisão da Corte Suprema em Lawrence, Texas. É também atualmente o único desafio judicial a essa lei que tem lugar na esfera distrital.

Uma das pessoas prejudicadas e citadas no caso é Alexander Nicholson, um ex-oficial do Departamento de Inteligência das Forças Armadas americanas que fala diversos idiomas, incluindo o árabe, e que foi afastado do serviço por conta da lei DADT, apenas 6 meses após o 11/9. Outra pessoa prejudicada citada no processo é descrita simplesmente como “Fulano de Tal”, já que ele ainda serve às Forças Armadas e acabaria sendo expulso caso sua identidade fosse revelada.

“Essas obstruções lançadas pelo Departamento de Justiça de Obama são um insulto à comunidade LGBT da mesma forma que são uma ameaça grave à prontidão militar [de servir à pátria]”, observou o porta-voz do Log Cabin Republicans Charles T. Moran. “A tática de atrasar constantemente e as tentativas fracassadas em apressadamente encerrar o caso sem nenhum tipo de revelação ou argumento seriam um prejuízo para todos aqueles que foram prejudicados por esta lei”.

A juíza Virginia Phillips da corte do distrito da Califórnia vai considerar o requerimento do réu no dia 16 de novembro de 2009. O escritório de advocacia White & Case LLP está representando o Log Cabin Republicans desde o início do caso, há mais de 4 anos.

LOG CABIN REPUBLICANS. Obama Administration Aggressively Defends “Don’t Ask, Don’t Tell” in Court – unusual move goes beyond government’s “duty to defend”. 23/10/2009. Disponível em: http://online.logcabin.org/news_views/reading-room-back-up/obama-administration.html. Acesso em: 24/10/2009.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mais nove presos em Cuba por assistir representação teatral gay

CUBA – Nove homossexuais foram presos em Havana na noite do dia 20 de Outubro quando se dirigiam ao evento “Teorema de Apologia”, uma peça teatral de temática gay. Esta apresentação visava comemorar o “Dia Mundial do Teste de HIV”, segundo informou Jaime Duran, 34. O evento foi realizado na residência do professor de Artes Henry Solís Estévez, recentemente expulso de seu trabalho, em Pinar Del Rio, por ter promovido uma festa voltada ao publico homossexual cubano, a “Festa Gay Liberdade”, além de ser militante da Fundação LGBT Cubana Reinaldo Arenas.


Os oficiais da Agência de Segurança do Estado Cubano permitiram o acesso à casa dos primeiros expectadores; mais tarde, porém, começaram a impedir o restante dos que tentavam chegar ao local, principalmente o público homossexual, solicitando os documentos de identificação de todos. Estes agentes não prestaram esclarecimentos quanto ao motivo da prisão dos nove homossexuais. Porém, o oficial que prendeu uma travesti de 19 anos residente do município de Boyeros conhecida como “La Cambel” gritou que a levou presa por ser “uma vagabunda”.

“Somente 28 pessoas conseguiram chegar à casa e presenciar a atividade, conduzida pelo grupo de teatro independente Trípode e dirigida por Yusmania Noublet”, informou Solís. Quanto às nove pessoas presas, nenhuma delas possuía qualquer pendência com a justiça. Elas foram levadas à delegacia de Santiago de las Vegas e libertadas horas depois do fim do evento teatral. Não foram multadas, mas também não receberam nenhum tipo de explicação.

Alejandro Pérez Pérez, ator gay de 20 anos e protagonista da obra, disse:

“Agradeço à Fundação Cubana LGBT Reinaldo Arenas esta oportunidade que nos dá ao propiciar um espaço onde podemos nos expressar”.


Referências


CUBANET. Arrestan a homosexuales por asistir a representación teatral gay. JANJAQUE: Aliomar Chivaz: 23/10/09. Disponível em: . Acesso em: 24/10/09.

sábado, 24 de outubro de 2009

Realidade islâmica

Islamofobia, de acordo com o site Esquerda.net, pode ser definida como “o receio, o ódio e a hostilidade em relação ao Islã e aos muçulmanos perpetuado por uma série de "visões fechadas" que atribuem estereótipos depreciativos e negativos aos muçulmanos”. Segundo o site esquerdista, essa “islamofobia” pode ser manifestada sob várias formas, incluindo “imagens negativas e condescendentes”. A mesma fonte informa também sobre as prováveis causas dessa “islamofobia”, dentre as quais se destacam: (1) o envolvimento da ignorância e desinformação, muitas vezes sustentadas e perpetuadas por interesses de grupos setoriais e (2) a atribuição a toda uma comunidade as mesmas qualidades negativas sem diferenciação, apesar de serem observáveis em apenas alguns membros dessa comunidade.

Já o site Islamic.org.uk, de muçulmanos britânicos, diz: “não há dúvidas de que no islame a homossexualidade é considerada pecaminosa” (palavras deles). Sobre o ponto de vista islâmico, a homossexualidade é um profundo engano, visto que os humanos não são homossexuais por natureza, mas se tornam homossexuais por causa do ambiente, sendo isso particularmente crítico durante a puberdade.

Fazendo uma comparação com as pregações judaico-cristãs, para estas, a homossexualidade é uma “abominação”. Veja, abominação é algo que não pode ser aceito como normal (detestável para a maioria), porém também não significa pecado. No entanto, no mundo islâmico, o tratamento reservado aos homossexuais tem sido a morte.

Com o propósito de cumprir as ordens de seus líderes religiosos, os “militantes” islâmicos tem se ocupado agora em monitorar chats e sites voltados ao público homossexual, a fim de caçar os gays, para depois puni-los com pena de morte. Para isso, os meios variam entre apedrejamento, enforcamento, pauladas, fuzilamentos, decapitações, dentre outros.

Resta saber agora se as criticas voltadas a esta realidade do mundo islâmico poderão se tornar um crime, caso surja um projeto de lei no Brasil visando punir a “islamofobia”. As imagens abaixo são de execuções de homossexuais obtidas dos sites listados nas referências (no final desta publicação).




  


Uma coisa é certa: a “ala esquerdista” da militância homossexual, especialmente a americana, tem sido assídua em defender os direitos dos árabes. Veja as fotografias abaixo (protestos do QUIT):
 


Referências

BELCHSPEAK. Gays Wake Up: Realize Islam Wants to Murder Them. Disponível em: http://www.belch.com/blog/2006/10/26/gays-wake-up-realize-islam-wants-to-murder-them/. Acesso em: 19/10/09.


DER SPIEGEL. Uma onda de homofobia varre o mundo muçulmano. MITTELSTAEDT, Juliane Von, STEINVORTH, Daniel: 18/09/2009. Traduzido por: George El Khouri Andolfato. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2009/09/18/ult2682u1315.jhtm. Acesso em: 18/10/09.


ESQUERDA.NET. Racismo e islamofobia. Publicado em: 06/04/2007. Disponível em: http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=2443&Itemid=64. Acesso em: 18/10/09.


GAYPATRIOT. Obama Ignores Plight of Gays Living Under Islam. 4/06/09. Disponível em: http://www.gaypatriot.net/2009/06/04/obama-ignores-plight-of-gays-in-islam-speech/. Acesso em: 19/10/09.


IRANIAN RAILROAD FOR QUEER REFUGEES. Rahim Mohammadi Executed in Iran for A Homosexual Act - Lavat (October 14, 2009) Disponível em: http://www.irqr.net/English/220.htm. Acesso em: 19/10/2009.


ISLAMIC. What is Islam's view of homosexuality? Disponível em: http://www.islamic.org.uk/homosex.html. Acesso em: 23/10/09.


THE GUARDIAM. How Islamist gangs use internet to track, torture and kill Iraqi gays. SARHAN, Afif; BURKE, Jason Burke: 13/10/09, The Observer. Disponível em: http://www.guardian.co.uk/world/2009/sep/13/iraq-gays-murdered-militias. Acesso em: 15/09/09.

As conseqüências do DADT

A política “Don’t Ask, Don’t Tell” (DADT), criada por Clinton e tido entre os homossexuais como um “gay friendly”, resulta na expulsão de mais de 13 mil homossexuais das Forças Armadas americanas.




terça-feira, 20 de outubro de 2009

Glenn Beck na batalha contra a tirania

Se existe um programa que poderia recomendar aos amigos é o do Glenn Beck na FoxNews. Recentemente, lançou o livro “argumentando com idiotas”, e que, como centenas de outros, infelizmente nunca chegarão a ser publicados no Brasil. Não cabe aqui fazer um resumo sobre “quem é Glenn Beck”, quem o acompanha sabe que em seu programa são apresentadas opiniões em diversos assuntos, com ênfase nos mais polêmicos, que vão desde a medicina socializada até a nomeação de anti-americanos no governo americano. Assistido por mais de 55% da população dos EUA, Beck se empenha em mostrar, com provas, que a preocupação do atual governo americano se resume em “destruir a América como a conhecemos” (palavras dele).


Apesar disso, a diretora interina de comunicações da Casa Branca tem apontado o canal FoxNews como uma “emissora que na realidade não transmite notícias” e que é um “braço” do Partido Republicano e declarou a emissora como “inimiga do governo”. Leia aqui artigo do jornal O Estado de S. Paulo, que nem chegou a entrar em detalhes no assunto.

No dia 15 de outubro, Beck mostrou um vídeo de Anita Dunn no qual ela cita ser seu exemplo pessoal de ideólogo político o Mao Tse-Tung e a Madre Teresa de Calcutá, diante de uma platéia de estudantes. Beck desqualifica Dunn, dizendo que uma pessoa que tem admiração por Mao Tse-Tung, bem como Stalin, Che Guevara, Fidel Castro, Hitler, entre outros, é louca. O que mais preocupa Beck, no entanto, não é o fato dela ter uma opinião própria, mas é o aliciamento aos jovens, que usam camiseta do Che Guevara como se fosse algo legal, consideram Castro como um homem de bem, por exemplo, sem levar em consideração de que todas essas pessoas assassinaram centenas de milhões de pessoas, sem haver qualquer tipo de julgamento ou uma conduta apropriada de justiça.

E existe um paralelo aí: aqui no Brasil, até mesmo aos homossexuais, falar que Che Guevara era um dos assassinos mais frios, mais violentos e mais sanguinários da história da América Latina é taxado imediatamente como mentiroso, apesar da abundância de provas, testemunhas, relatos, etc. Temos também um presidente pró-castro, que arrebanhou para a sua equipe de governo os principais guerrilheiros e terroristas que atuaram durante o regime militar, sem antes se esquecer de premiá-los por isso com gordas indenizações abençoadas com dinheiro publico.

Temos também os jovens e os próprios homossexuais que aplaudem a isso tudo, como se isso tudo fosse um projeto benigno de deixar o Brasil “mais democrático”. Ao que parece, no futuro próximo, a todos os homossexuais socialistas que vestem a camiseta do Che Guevara, haverá balas de revolver no peito de cada um quando forem arrastados ao Paredón de La Cabaña.

E Glenn Beck nos orienta nesse aspecto. No vídeo abaixo, ele condena vários políticos na administração Obama, inclusive, lembrando dos homossexuais trancados em campos de concentração e assassinatos sumários. Ao condenar tais abusos, também alerta que se tal situação persistir, é justamente isso o que ocorrerá.

Recomendamos o vídeo: http://www.glennbeck.com/content/articles/article/198/31968/

Dois turistas homossexuais tchecos estão na cadeia em Cuba.

14.10.09 - Dois cidadãos tchecos foram presos pelas autoridades cubanas em Havana sobre alegação de dano em 23 de junho, segundo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Tcheca Milan Repka. Porém, um parente alega que a motivação da prisão foi o comportamento homossexual.


“Ambos os acusados tem entrado em contato com o nosso escritório diplomático”, disse Repka. Segundo ele, o tribunal [cubano] não tem lidado com o seu caso [ainda]. A informação foi divulgada primeiro pela rádio tcheca Frekvence 1.

O jornalista Petr Burda disse na rádio que não acredita que o motivo da prisão seja o fato de serem homossexuais. Segundo ele, homossexualidade não é crime em Cuba (mentira) e que há muitos outros gays e lésbicas tchecos indo para lá por motivos de turismo.

Um parente de um dos acusados disse nessa rádio que ambos eram parceiros e sustenta que ambos haviam sido detidos por serem homossexuais, tendo sido presos por seu “comportamento homossexual” [troca de beijos] depois de desembarcar em Havana para uma férias de duas semanas em Cuba.



Referências:


ČESKÉNOVINY. Two Czechs arrested in Cuba: allegedly for being gays. ČTK: 14/10/2009. Disponível em: . Acesso em 15/10/09.

sábado, 17 de outubro de 2009

Log Cabin diz que vai cobrar Obama pelas promessas.

A “Marcha Nacional pela Igualdade”, um protesto de homossexuais ocorrido no último sábado (10/10/09) em Washington, conseguiu reunir cerca de 200 mil pessoas. Um dos principais pontos levantados pelo grupo de homossexuais republicanos Log Cabin é a política "Don't Ask, Don't Tell" (DADT). Esta foi a única organização gay que teve a iniciativa de mover um processo na justiça contra o governo por discriminação.

Conforme mencionamos na última sexta, Obama tinha a intenção de se aproveitar politicamente deste protesto, e foi justamente o que aconteceu. Durante um jantar entre ativistas de direitos civis, o presidente Obama disse que estava disposto a lutar para acabar com o DADT. O seguinte trecho do seu discurso arrancou aplausos da platéia: “Nós estaremos acabando com o DADT. Nós não deveríamos estar punindo americanos patriotas, que se apresentam para servir à pátria. Devíamos estar celebrando sua disposição e demonstração de coragem [inaudível] diante de seus compatriotas, especialmente quando estão combatendo numa guerra”.

Entretanto, Charles Moran, do Log Cabin Republicans, disse que este discurso ainda não convenceu os homossexuais. Em uma entrevista à MSNBC-NEWS, Moran afirmou que, após o discurso, o presidente teria conversado com sua equipe de governo no Departamento de Justiça para "lutar contra o processo judicial", ou seja, fazer de tudo para manter a política DADT. Assista abaixo a entrevista com Charles Moran e Brad Blakeman.




Criada no governo Clinton, a política DADT foi algo inédito. Sempre houve um conjunto de medidas disciplinares punindo atividades sexuais nas Forças Armadas Americanas. O que torna esta política tão agressiva é que uma mera suspeita de homossexualidade por parte de qualquer membro das Forças Armadas passa a ser investigada e pode resultar em expulsão do militar. Vários militares, tais como o Major-General do Exército Vance Coleman e o Capitão da Marinha Americana Joan E. Darrah, já condenaram publicamente no Congresso Americano tal política, já caracterizada como contraproducente, excessiva e inútil.

O jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou uma nota curta sobre o assunto no dia 12/10, podendo esta levar o leitor a acreditar que há uma espécie de “paz imensa” entre os homossexuais americanos e o Presidente Obama, coisa evidentemente arquitetada para desinformar a população. O site oficial da Marcha foi bastante crítico em relação ao presidente americano, afirmando que Obama “preferiu se dirigir a uma platéia restrita que pagou US$250 por cadeira no jantar do que enfrentar as vaias no lado de fora de uma multidão de milhões de furiosos”.

Recomendamos a leitura desta página: http://equalityacrossamerica.org/blog/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Professor é expulso do posto de trabalho por realizar atividades para homossexuais.

Informou por email Aliomar Janjaque Chivaz, membro da “Fundação LGBT Cubana Reinaldo Arenas” e correspondente para o Blog Gays de Direita.

CUBA – Henry Solís Esteves, coordenador nacional da festa clandestina homosexual “Party Gay Liberdad”, foi expulso de seu posto de trabalho na última quarta-feira (7/10/09) depois de ter sido intimado e levado ao Conselho de Direção Laboral pela administração da Casa de Cultura Municipal de Boyeros por coordenar atividades culturais para homossexuais na capital e no interior do país.

Aos 27 anos de idade, graduado em Artes, atuava como professor de educação artística para menores na Casa de Cultura de Wajay Boyeros. Depois de duas horas de discussão político-ideológica, dirigido pela administração e pela secretaria do sindicato da Casa Municipal, Solís foi expulso de seu emprego pelo argumento de que “colocou em perigo a moral e a educação político-ideológica de integrar os seus alunos depois de coordenar atividades culturais destinadas a reunir pessoas homossexuais com problemas políticos e ideológicos”, segundo disse Ramona Acuña, secretária-geral do sindicato laboral da Casa de Cultura Municipal.

As festas “Party Gay Liberdad” em apenas 15 dias agrupou em Havana mais de 757 pessoas, e em sua primeira realização, na província de Pinar Del Rio, reuniu 510 pessoas, entre homossexuais e heterossexuais.

Em Pinar del Rio, particularmente, os integrantes da festa não permitiram ser desprezados pelas forças policiais, ignorando-as quando foram chamados para ser indimidados e desprezados. “Eles não queriam que lhes fossem retirados a música, disseram aos policiais que não estavam fazendo nada de errado e que estavam apenas dançando”, disse por telefone Barbara Rubio, proprietária da casa na qual ocorreu a “Party Gay Liberdad”, além de ser representante da Fundação Cubana LGBT Reinaldo Arenas na província de Pinar Del Rio.

Os colegas de trabalho de Solís recolheram 24 assinaturas dos 39 país, cujos filhos recebem aulas de Solís. Tais assinaturas apóiam a paciência e o nível profissional de Solís perante seus alunos e reconhecem como injusta a expulsão deste professor de seu trabalho apenas porque realizou atividades culturais fora do seu horário de trabalho.

Solís apelou perante o Tribunal Municipal de Boyeros, falou da expulsão ordenada pela administração e pelo sindicado laboral.

“Até este momento, 16 pais dos alunos de Solís confirmaram que irão declarar em julgamento a favor da continuidade das aulas de Solís e enfatizaram declararão como violento e sem procedente o método de prisão executado pela Polícia Nacional Revolucionária, quando esta algemou e prendeu Solís em frente aos alunos durante uma de suas aulas de artesanato”, disse Noida Arguelles Borges, professora de artes plásticas e membro de um grupo de 4 professores que lidera o recolhimento das assinaturas dos pais.

Nas fotografias aparecem o professor Solís, todovestido de branco, apoiando seus alunos que estavam se apresentando durante um concurso no ano passado.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Só a castidade pode nos ajudar

“Há exatamente 25 anos atrás, oficiais federais [americanos] avisaram aos gays que 5 homossexuais em Los Angeles haviam contraído um tipo raro de pneumonia. Logo depois, conhecida como o “câncer gay”, a doença recebeu o nome de AIDS e foi amplamente espalhada (naqueles primeiros dias, pelo menos) pelos promíscuos, às vezes usuários de drogas, e parceiros casuais de sexo em lugares como as saunas. Nestes locais, uma geração de jovens contraiu a doença que, finalmente, acabou matando dezenas de milhares de pessoas homossexuais, e muitas outras milhões ao redor do mundo.


Logo após o surto (os primeiros casos foram registrados em 5 de Junho de 1981), vozes responsáveis dentro da comunidade gay e em todos os lugares superaram a inércia, a negação e a antipatia. Eles também se tornaram agressivos em educar muitas pessoas, especialmente os mais jovens, sobre os graves perigos envolvendo o sexo anônimo e imprudente. Anúncios e informações de campanhas públicas foram lançados. As “Fitas Vermelhas” também ganharam simpatia, conforme celebridades como Rock Hudson (ator) e Brad Davis (ator), Freddie Mercury (vocalista da banda Queen) e Arthur Ashe (jogador de tênis) eram diagnosticados e sucumbiam à doença.


Apesar de nem todos serem gays e de muitos terem contraído a doença de outras formas, como a transfusão de sangue, a maioria foi contaminada através do sexo. O reconhecimento deste fato horripilante deixou marcas profundas nas condutas sociais. A maioria das saunas foi fechada [nos EUA] ou passou a ter regulamentos. O sexo seguro passou a ser um mantra. E algo ainda mais profundo aconteceu, as relações duradouras começaram a tomar o lugar do sexo promíscuo como uma norma na comunidade gay. Razão pela qual, no 25º aniversário da epidemia da AIDS, os atuais esforços para ressuscitar a emenda que proíbe o casamento gay parecem tão contraproducentes e descaradamente anti-sociais.”


Foi com estas palavras que Geraldo Rivera apresentou seu programa na FoxNews “Geraldo at Large”, no dia 5 de junho de 2006. Apesar de haver uma esquerda homossexual tão nefasta e idiota como a brasileira, nos EUA, no geral, ainda há uma grande diferença entre lá e aqui. Enquanto muitos homossexuais americanos se esforçam em valorizar mais a relação do que a prática sexual, aqui no Brasil as pessoas parecem mais interessadas na defesa da promiscuidade e da imoralidade sexual.


As pessoas, no geral, não parecem entender a gravidade da situação. Não é incomum encontrar boates homossexuais onde ocorrem shows de sexo explícito e práticas sexuais entre pessoas desconhecidas dentro dos “dark room”. Estes são “salas” onde a iluminação é completamente inexistente, as pessoas entram e fazem sexo com o primeiro que encontram. Na antiga boate “The Club” de Campinas, era comum encontrar pessoas se masturbando nos cantos da boate e sexo no meio de um jardim que havia lá, além da presença dos menores ser tratada com vista grossa pelos seguranças e proprietários daquele lugar.


Há quem acredite que isso seja apenas uma prática inocente com o propósito de diversão, de forma que seria pior se as pessoas estivessem roubando ou matando, e que também há os heterossexuais que fazem a mesma coisa. SIM, É VERDADE, há heterossexuais que fazem “a mesma coisa”, mas este blog não é voltado para os heterossexuais, muito menos é favorável ao relativismo moral. Quem usa preservativo sabe que o mesmo não é uma ferramenta suficientemente eficaz e segura. Todo mundo sabe que o preservativo rasga. A relação de prazer e risco envolvido nas atividades perigosas que envolvem sexo com desconhecidos e em ambientes desses tipos é comparável a “brincar” de roleta russa.


Nos últimos anos tem sido feito um grande esforço em aumentar a “conscientização” dos brasileiros em relação aos riscos da AIDS através da distribuição de folhetos do governo sobre como usar drogas com “segurança” e distribuição de preservativos gratuitos nas paradas gays e em centros de saúde. Fala-se em “redução de riscos”, mas ninguém fala sobre a ELIMINAÇÃO de riscos. Enquanto militantes homossexuais ficarem usando a roupagem da responsabilidade sem se dar conta que o gay comum não usa roupa alguma, os gays vão continuar morrendo neste país. Desde o início da campanha de distribuição gratuita de preservativos no Brasil, os índices de contaminação de HIV apenas crescem, o que comprova a retórica da Igreja Católica, instituição responsável pelo cuidado de mais de 25% das pessoas contaminadas pela AIDS no mundo todo, de que a solução para este problema é a castidade, uma proposta que envolve valores de ordem moral e que, por isso mesmo, irrita a esquerda revolucionária.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ser ou não ser conservador?

Como saber que você está ficando velho (e chato)? Preste atenção ao que as pessoas estão fazendo ao seu redor e, se você ficar indignado com o modo de vida de algumas delas, você corre um sério risco de estar entrando para o clube dos chatos moralistas conservadores que tanto te irritavam alguns anos atrás.

Faz pouco tempo que resolvi mergulhar um pouco mais fundo no mundo gay. A primeira balada GLS que eu tive coragem de ir foi em uma cidade beeeem longe daqui. E isso foi no começo deste ano. Depois da primeira experiência foi mais fácil encarar e fui em mais duas (numa cidade aqui perto). Em todas elas enfrentei situações em que eu fiquei sem saber direito como agir, mas na última, quando eu achava que nada mais me surpreenderia, percebi que nunca vou me acostumar com esses viados pervertidos.

Entre homens beijando homens, mulheres beijando mulheres, pessoas de sexo indefinido e pessoas tirando a roupa, tinha algo que me incomodava: eu precisava mijar ir ao banheiro! O problema é que o banheiro estava ocupado. Por várias pessoas. Que não estavam fazendo o que as pessoas costumam fazer em banheiros. Eu poderia até tentar aliviar a pressão na bexiga por lá, mas e o medo de ser estuprado? Não sei onde foi que eu parei de me modernizar, mas até pouco tempo atrás “dark room” era o local onde os mais apressados faziam sexo. Quando foi que mudaram as atribuições do banheiro? Eu cresci vendo o banheiro de uma maneira e agora me dizem que ele é a última tendência em “templos da fornicação”? Definitivamente estou ficando velho… E meu esfíncter urinário se nega a relaxar quando existem pessoas fazendo sexo do meu lado. Felizmente sou homem e pra resolver minha situação foi só ir pro lado de fora e achar um canto escuro qualquer… Mas e se eu fosse mulher?


Origem:

DESTILANDO O VENENO. Ser ou não ser conservador? Disponível em: <
http://destilandoveneno.wordpress.com/2009/07/28/ser-ou-nao-ser-conservador/#comment-95.> Acesso em: 29/09/09.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“Orgulho gay” virou “orgulho Obama”

Nunca fui adepto a nenhum tipo de orgulho. Quando surgiu o “orgulho gay”, achei contrastante a idéia de se pregar a igualdade e, ao mesmo tempo, as pessoas se sentirem no orgulho de serem homossexuais. Ora, se ser homossexual não te faz diferente dos outros, então de que serve o orgulho?


Pior, agora ao que parece, nos EUA isto está virando “orgulho Obama”. Tradicionalmente sempre houve homossexuais apoiando seus candidatos, e nos EUA é mais visível a dicotomia entre os homossexuais conservadores cristãos, patrióticos e republicanos e os homossexuais maconheiros ateístas democratas. Recentemente, foi divulgado no programa do Glenn Beck como o atual governo americano está doutrinando as crianças, além da intenção do presidente daquele país em criar uma “Juventude Obama”, um exército civil com um orçamento maior que a das forças armadas americanas. Lembra Hitler?

Uma constatação é de nos deixar indignados: o homem que hoje leva o “Prêmio Nobel da Paz” ainda não teve nenhuma vitória nas ações que se prontificou a defender. No âmbito interno, as medidas medíocres para combater o “aquecimento global”, envolvem desde multar fazendeiros por cada peido que o gado solta, até a cobrança de uma taxa por m2 por cada folha de árvore que caiu no chão e não foi retirada pelo dono do terreno. No âmbito externo, tanto no Afeganistão como no Iraque, a guerra ao terror ainda não tem data para terminar. Isso sem falar nos estímulos contra a legitimidade da República de Honduras e no apoio ao narco-presidente FARC-ista Zelaya. Aos poucos essa falta de testosterona nas políticas interna e externa americanas está levando o empresário americano ver seu lucro sendo corroídos, além dos governos socialistas se infestarem como doença virulenta por toda a América Latina. Fidel Castro ama esse cara!

Bill Clinton foi outro que fez discursos em apoio à homossexualidade, mas foi dele que partiu a aprovação da política “Don’t Ask, Don’t Tell”. Tal política permite às Forças Armadas Americanas expulsar qualquer soldado de suas fileiras que fizer qualquer demonstração mínima de homossexualidade. Desde o início de 2009 até hoje mais de 300 homossexuais foram expulsos das Forças Armadas por conta dessa política, segundo o grupo de homossexuais republicanos Log Cabin, um dos primeiros a denunciar a hipocrisia democrata e a lutar contra ela.

No campo da homossexualidade, Obama também não fez nada nessa área, ainda que haja os tontos que se satisfazem apenas com as homenagens feitas por ele aos gays no seu discurso de posse. Tal como os conservadores republicanos do Log Cabin se sentiram traídos por Bush, agora essa massa democrata se une aos republicanos para pressionar o governo e acabar o programa clintoniano “Don’t Ask, Don’t Tell”. Uma marcha está prevista para o sábado e Obama já mobilizou sua guarda pretoriana de publicitários para se aproveitar politicamente do protesto civil. Outros protestos mais importantes nem chegaram a ser noticiados na mídia brasileira.

Feita a constatação de que os democratas agem de forma contrária ao que discursam, resta saber agora quão piores serão as futuras políticas do Obama no sentido de discriminar mais ainda os homossexuais, seja nas Forças Armadas ou em outros setores, daquele país.

Log Cabin Republicans protesta contra a premiação à Obama

Em uma nota enviada por email, o grupo de homossexuais conservadores e de direita nos EUA, protesta contra a premiação de Obama ao “Prêmio Nobel da Paz”. A seguir, a tradução da nota na íntegra.
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Log Cabin Republicans se une à nação em surpresa acerca da premiação do Presidente Obama ao “Nobel da Paz”

(Washington, D.C.) – Log Cabin Republicans, a maior organização de gays e lésbicas republicanos, se junta ao coro dos que se chocaram diante a premiação do outrora prestigioso Prêmio Nobel da Paz ao Presidente Barack Obama, com menos de 12 meses em exercício de mandato

“O Prêmio Nobel da Paz sempre foi destinado àqueles que fizeram conquistas monumentais em finalização de conflitos e no estabelecimento da paz ao redor do globo”, disse Terry Hamilton, líder do Log Cabin Republicans. “Este prêmio já foi destinado ao Dr. Henry Kissinger por ter ajudado na reconciliação na Guerra do Vietnã, a Martin Luther King Jr por sua batalha pelos direitos civis, à Mãe Teresa de Calcutá pelo seu esforço em salvar crianças e a Nelson Mandela por ter ajudado a por um fim no Apartheid”.

“Com todo o respeito ao Presidente, estes poucos nove meses de mandato não produziu nenhum recorde significativo que o faça merecer o Prêmio Nobel da Paz. É uma vergonha que a habilidade de oratória do Presidente Obama tem obscurecido outros que fizeram conquistas significativas e arriscado suas vidas em direção à paz e aos direitos humanos no mundo”.

“O Presidente Obama pode ser admirado ao redor do mundo pelos seus discursos e pela sua conciliação com déspotas que odeiam a liberdade, mas nós vemos poucas conquistas celebráveis. O Presidente Obama entrou iniciou seu mandato com uma ladainha de promessas de “esperança e mudança” incluindo a luta contra o crescente desemprego e revogando as políticas discriminatórias como a “Don’t Ask, Don’t Tell” e em defesa ao “Marriage Act” [1]. Mas, com nove meses em exercício, o Presidente parece estar mais focado em receber elogios do que ser campeão na igualdade homossexual”, concluiu Hamilton.


Notas

[1] Marriage Act, uma lei promulgada em 1996, embora não obriga os estados a reconhecerem as uniões civis homossexuais como “casamento”, o governo federal reconhece sendo casamento como sendo unicamente entre homem e mulher.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Liberalismo e homossexualidade.

Na maioria dos regimes de esquerda e, por extensão, todos aqueles [regimes] em que a liberdade individual é um bem escasso, a opção da homossexualidade não é tolerada e, em alguns casos, até criminalizada. Este é o caso de países como Cuba, China, Coreia do Norte, Senegal, bem como a maioria dos países árabes e muitos outros países onde a prática da homossexualidade pode levar à prisão. Nestes países, o intervencionismo estatal chega até debaixo dos lençóis e afeta as opções sexuais mais íntimas. O Estado decide quem está certo e quem está errado, arrogando-se para si mesmo um direito que pertence ao indivíduo, e é só seu. Curiosamente nos regimes conservadores tais abusos não ocorrem e os partidos de esquerda levantam as bandeiras dos movimentos de gays e lésbicas.

O liberalismo, acerca da homossexualidade, é totalmente neutro. O liberalismo não intervém, não julga se a homossexualidade está certa ou errada, ou como encontra-se o cabelo tingido [de alguém]. O liberalismo é indiferente uma vez que as opções estão na esfera privada e formam parte da liberdade da escolha pessoal, no entanto, se o liberalismo permite que essa escolha pessoal esteja garantida e não há razão para perseguição ou menosprezo.

Feita esta pequena clarificação quero comentar as palavras do Sr. Rocco Buttiglione, criticado pelo Partido Socialista da Eurocâmara como homofóbicas, referindo-se à decisão de um juiz italiano ter cancelado o processo de deportação aberta a um jovem senegalês que alegou em sua defesa ser homossexual, prática proibida em seu país de origem e punível com 5 anos de prisão.
Buttiglione disse que a sentença lhe parece "justa" e a outra pergunta do jornalista sobre sua polêmica na Eurocâmara sobre os homossexuais dissse: "Nós não discriminamos, são os lobistas homossexuais que discriminam os cristãos". Ainda que Buttiglione não seja liberal, venho em sua defesa, pois, na verdade, acho que foi discriminado injustamente por suas crenças e seu direito inalienável de expô-las, exatamente da mesma maneira que qualquer outra pessoa.

Ao considerar o sr. Buttiglione como justa a sentença, deixa claro a eles que o lincharam por suas convicções religiosas e morais, que tê-las não significa uma beligerância homofóbica, se não, um posicionamento ideológico igualmente válido (ao menos) como qualquer outro.

Observações:

Cortesia de QLibertários! - http://qlibertarios.blogspot.com/


Referências:

ZUMBADOR. Liberalismo y homosexualidad: 03/02/2005. Disponível em: <http://zumbador.blogspot.com/2005/02/liberalismo-y-homosexualidad.html>. Traduzido por QLibertários! em: <http://qlibertarios.blogspot.com/2009/09/liberalismo-e-homossexualidade.html>. Acesso em: 8/10/09.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ser gay em cidades pequenas.

Entre tantos mitos que imperam na consciência de muitos homossexuais, uma delas é a de que ser gay numa cidade pequena é um inferno. Há alguns anos estive em visita a uma cidade no interior paulista e lá descobri que havia pelo menos dois casais de namorados que eram homossexuais, andando de mãos dadas nas ruas e namorando na tarde de sábado na praça central desta cidade na frente da Igreja local. O fato me chamou a atenção porque eu mesmo nunca tinha visto cena de tamanha tranqüilidade nem mesmo na minha cidade natal, que não é pequena. Nas vezes que percebi algum comentário a respeito desse tema, abordei o assunto levantando estes fatos por mim vividos, questionando a veracidade do mito. Até podem existir cidades pequenas nas características “infernais”, mas não acredito que isto é muito freqüente. Vejam o seguinte relato:

Meu nome é Marcel, tenho 22 anos e moro no interior do Paraná Estarei aqui partilhando várias experiências como esta de ser gay em cidades pequenas. Afinal não é em todos os lugares que os gays desfrutam de bares, boates, grupos de apoio ou qualquer coisa que permita uma vivência aberta de sua sexualidade sem medo de recriminação – e sempre que eu falar em gay na coluna, incluem-se aí lésbicas, bissexuais e transgêneros.

Muitos de nós, internautas que acessam a TVTudo.com e outros sites, moramos em lugares assim e, por várias vezes, vemos-nos perdidos, com o sentimento de que somos os únicos gays em nossa cidade e sem saber o que fazer ou com quem falar. O que fazer então?Não sei exatamente. Afinal não existe uma fórmula mágica. Mas acredito que posso contar um pouco de minha história e assim, criar identificações com outras pessoas que passam por problema parecido.

Quando comecei a perceber que era gay e que não tinha como fugir disso (na época encarava minha homossexualidade como um fato negativo), comecei a revirar a Internet atrás de sites que falassem do tema. Essa experiência mostrou um “mundo gay” paralelo ao meu, habitado pelo pessoal das grandes cidades que se reunia nas baladas GLS nos finais de semana ou então para animados encontros em parques. A cada dia crescia a vontade de estar na pele de algum deles, morar também em cidade grande, onde sejamos anônimos e a população seja um pouco mais favorável à homossexualidade – se bem que esse é um fator que varia bastante e não depende muito de cidade.

As coisas iam acontecendo e meu pensamento a mil. Muitos questionamentos, muitos anseios. Nessa época, graças ao apoio de muita gente que se correspondia comigo, contei à minha família que era gay. Foi um dia que marcou uma reviravolta na minha vida, iniciou-se uma fase dolorida, marcada por lágrimas, mas que me enchia de alegria. Continuei trilhando meu caminho, assumindo para um amigo e outro, de forma que hoje posso dizer que praticamente todos os amigos que convivem comigo sabem, além de muitas pessoas de meu emprego.

Quais foram as reações? Apoio, respeito e admiração. Percebi que posso muito bem viver a minha sexualidade de forma sadia em uma cidade pequena, com certas limitações mas sem esconder-me atrás de uma fachada de “machinho”.

Referências

HOMOSSEXUALIDADE. Ser gay em cidades pequenas. GUÉRIOS, Marcel: 2005. Disponível em: http://www.homossexualidade.net/gls-homossexualismo/gay-em-cidade-pequena/. Acesso em: 5/10/09.

sábado, 3 de outubro de 2009

Palestra de Alan Dershowitz

O povo de Israel, vítima de uma intensa propaganda contra seu país, sofre hoje as conseqüências da desinformação generalizada da população mundial, e do ocidente em particular. Sem conhecer os detalhes, no geral as pessoas condenam Israel como se fossem pessoas transformadas em monstros pelos exterminadores nazistas. Alucinações como estas são desmistificadas nessa palestra de Alan Dershowitz, publicada no site deOlhonaMidia.org, demonstra muito bem essa situação. Já foi comentado aqui neste blog os efeitos da desinformação, instrumento do processo revolucionário de desculturalização, no público homossexual (vf. publicação Bichas pela Palestina e Tomas Schuman). Vejam aqui a palestra na íntegra, da qual extraio o seguinte trecho:

"Também apoio os direitos dos homossexuais. Eu vi um estudante segurar um cartaz em um campus de uma faculdade que dizia, “Gays pela Palestina”. Eu disse a ele, “imagine o que aconteceria a você, se estivesse carregando estes dizeres em Ramallah. Você seria morto”. Eu apoio Israel, porque eu apoio os direitos dos homossexuais. Recentemente, eu e um congressista progressista, Barney Frank, de Massachusetts, trabalhamos junto com Israel para conseguir asilo para 40 palestinos homossexuais"



Referências

DE OLHO NA MÍDIA. O caso de Israel. Disponível em: <http://www.deolhonamidia.org.br/Publicacoes/mostraPublicacao.asp?tID=54> . Acesso em: 02/10/09.