quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Smith Hays, seja qual for seu nome, seja bem vindo.







quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Deu a bunda e sentiu raiva...

 


Mal esfriou o cadaver do moleque e imediatamente ja' serviu de palanque para fins revolucionarios e politicos, sobretudo para a turma Jean Willys, PSOL, PT, GGB, ABGLT, et caterva aprovar imediatamente a lei da mordaca gayzista.

Fato e' que estas 250 mortes de gays que sao contadas anualmente - TODOS - sao casos de gays que matam gays. Como vimos nesta reportagem (que ja' surpreende por nao estar estampada na Folha, Estadao, etc...), o rapaz queria comer o outro, foi o comido da historia, ficou revoltado e matou o outro.

Aqui no Brasil sao rarissimas as ocasioes de mortes motivadas por crimes de odio. De fato, tem mais crime de odio em Cuba do que no Brasil e essa gente querendo trazer esquerdismo no Brasil. Na ocasiao em que o ditador do Ira Amadinejadh veio para o Brasil, os judeus queriam protestar contra ele e convidaram os gays, na epoca, o presidente da ABGLT, que se recusou a prestar apoio. Palhacada..


Leia mais informacoes sobre como sao feitos os "levantamentos de crimes de homofobia" no Brasil:

domingo, 13 de julho de 2014

Israel e a dita "emergência" de um estado nazista

Leiam por aí, e garanto não será difícil encontrar, em qualquer site anti-Israel a afirmação de que os judeus estão jogando para cima dos palestinos tudo o que "aprenderam" na pele com os nazistas.

Máximas deste tipo são uma maneira discreta e, até quase educada, de dizer que judeus são brancos, preconceituosos, perseguidores, capitalistas, opressores e etc, etc, etc. Tudo o que os palestinos queriam era viver em paz... com a sua "religião da paz", o islã.

A eclosão do recente conflito entre palestinos e israelenses me fez lembrar de um infeliz cartaz exibido durante uma manifestação de gays com os dizeres: queers for Palestine... (gays pela Palestina)

Mas a Palestina não está para gays e nunca esteve. Portanto, aproveito-me da oportunidade para colocar os pontos em seu devido lugar:

  • Judeus não são exatamente à favor da homossexualidade. Entretanto, pouco ou nada fazem contra quem é homossexual;


  • Enquanto os islâmicos estão enforcando gays e cortando a cabeça fora de meninas que engravidaram antes do casamento, não se vê o mesmo tipo de cena grotesca em Israel;


  • Tenha a absoluta certeza de que os gays não estão fugindo de Israel para a Faixa de Gaza, mas totalmente o inverso. É farta a quantidade de informação disponível na internet neste sentido, ou seja, de gays israelenses que ajudam e abrigam gays palestinos que fugiram de casa;




De tempos em tempos, a atenção da mídia internacional volta-se para aquela região do mundo e com as manchetes, com suas pequenas e quase imperceptíveis entrelinhas e mensagens subliminares em forma de propaganda revolucionária contra o estado de Israel. Por quanto durar este blog, iremos reafirmar o quanto estamos convictos de que os judeus ainda continuam sendo perseguidos por genocidas, terroristas, fundamentalistas religiosos (lembrando que não temos isto no Brasil) e, mais recentemente, sequestradores.



A lógica revolucionária, segundo o movimento comunista


terça-feira, 3 de junho de 2014

Prezado Felipe Moura Brasil



Você teve a bênção de não ter que escolher ser gay. Eu não tive a sorte de poder escolher ser hétero.


Não vou aqui criticar o que você pensa. É de seu total direito fazê-lo. Inclusive defendo que você tenha este direito, já que tantas vezes aqui no blog nós condenamos o PLC 122/06. Só espero que em algum momento de sua vida você não tenha o desprazer de ser excluído de um grupo de pessoas por algo que você não escolheu ser. Ou tenha que fingir ser alguém para não ser excluído. Me parece que você é daqueles que vai e cola bilhetinho nas costas dos outros pra aparecer na frente dos amigos. O amor de Cristo nos ensina tolerar os romanos. Portanto, embora não tenha escolhido ser gay, escolhi tolerar você.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Vejam como esquerdistas culpam a direita pelos problemas que eles criam

Antes de ler aqui, recomendo que primeiro leiam este artigo no blog do Luis Nassif, senão você não vai entender o que estou criticando aqui, menos ainda a raiva que sinto quando leio uma merda dessas:

“Principalmente o Presidente Ronald Reagen - quando em seu primeiro mandato a doença ficou conhecida - ignorou o perigo de uma epidemia de AIDS.
Pelo contrário, a doença era perfeita para sua visão de mundo homofóbica e foi utilizada por ele para atender a sua base eleitoral cristã-fundamentalista-conservadora-de-direita e seus preconceitos e aversões a homossexuais. Segundo o jornal "San Francisco Chronicle", o porta voz do presidente Reagan, Pat Buchnan, chamou a AIDS literalmente de: "a vingança da natureza contra os gays".”

Acho engraçado, senão covarde, espalhar ignorâncias do tipo encontradas no blog do Luis Nassif. O governo Reagan foi responsável pela criação de mais de 20 milhões novos postos de trabalho para os americanos, estatísticas de matar de inveja qualquer esquerdopata de carteirinha. Até quem não nasceu na época conhece a famosa frase dita na frente do muro de Berlim “mr. Gorbachev, terry down these walls”. Entretanto é raro ver algum “libertário” aplaudindo de pé as bondades reaganianas como deveria, por questões de princípios.

Essa coisa de culpar Reagan por uma suposta falta de atitudes com relação à AIDS é uma tentativa de macular a boa reputação que até hoje ainda ostenta.

Oras, não foi Reagan que andava pelas ruas de San Francisco pregando sexo livre e com qualquer um como fazia os que orbitavam a personalidade de Harvey Milk. Não foi Reagan que baixava as calças de um e empurrava a piroca do outro e gritava “pode meter!”.

A tentativa de culpar Reagan por qualquer coisa que tenha acontecido contra a “comunidade gay” nos EUA é tão ridículo que, escrever sobre, é quase como descrever o óbvio.

Mas vou aqui explicar de como as coisas funcionam dentro das boates gays, pra quem ainda não conhece: se você entrar hoje no “Club A Loca”, na Rua Frei Caneca, não espere utilizar o banheiro masculino para dar uma mijada. O banheiro é utilizado como local improvisado para pegação. As pessoas ficam transando dentro dos cubículos onde tem as privadas. E não adianta mijar no mictório achando que vai ter sua privacidade respeitada: o cara do lado vai olhar pro teu pinto.

Se você se considera liberal, experimente entrar numa boate gay com sua namorada. Um amigo meu me relatou ter feito isso e disse que toda hora ficavam beliscando a bunda dele e falavam na cara dura “ai, credo, um hetero aqui”, “larga essa racha e fica comigo” (racha = mulher).

Acho que peguei a fase em que vi coisa pior: os darkrooms.  Trata-se de uma sala completamente escura em que os caras entram e tem sexo ali, com gente completamente desconhecida. O nível de imoralidade é tão baixo que se alguém falar de camisinha vai parecer padre pregando castidade. É o que relatou um cara que conheci. Fomos juntos uma vez num lugar e ele teve interesse em entrar. Eu devia ter uns 17 ou 18 anos. Fiquei bebendo no bar. Quando ele voltou disse ter desistido porque o cara não queria que ele usasse camisinha. Só lubrificante.

Portanto, existem aqui duas falácias: a primeira é culpar Ronald Reagan por um problema que ele não criou. Ele não criou as orgias gays, não criou os darkrooms. De tabela, aproveitei aqui para condenar também o uso do preservativo: se você é gay, e está lendo isso, não adianta você levar, nesses lugares sempre vai ter alguém que vai insistir pra você fazer sem o preservativo.

Sobre este último, eu particularmente não desacredito a posição da Igreja Católica que recomenda castidade aos casais homossexuais. Até porque, além da camisinha ter risco de rasgar, a grande questão dela não é fomentar o sexo a partir de uma suposta opção segura, mas incentivar a selvageria do sexo e colocar o cidadão que acredita nesse discurso numa situação em que um dia ele vai pegar a doença.


É por isso que afirmo com todas as minhas forças, a ABGLT, o Ministério da Saúde e todas essas organizações e associações supostamente pró-camisinha, são todas anti-gays, elas querem ver os gays morrendo de AIDS! Comparo estas pessoas com Hitler, da mesma forma que vejo os darkrooms como uma versão neossocialista dos campos de extermínio.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Por que apoiamos a candidatura de Jair Bolsonaro e General Heleno para a Presidência da República?

Dia 04/05/2014 teve a parada gay em São Paulo e o que sinto na boca do estômago é uma canseira danada desse troço todo. Ano após ano, a mesma merda de sempre, puta que pariu, quando vai parar??? Enquanto tem gente morrendo nos hospitais, crianças abandonadas por falta de escolas, falta de emprego, recursos públicos PRECIOSOS são gastos em uma porcaria de evento que mais atrai moscas do que turistas.


Jair Bolsonaro e General Heleno são a mais fina flor do patriotismo brasileiro. Eles não defendem o Brasil por dinheiro, defende o país porque são brasileiros. Não o fazem por aparecer, até porque, se o fizessem, um não seria político e o outro não seria militar; pelo contrário, um seria apresentador de TV e o outro celebridade do BBB da Globo.

Já estou cansado dessas agendas comunistas imundas e malditas, está na hora de renovar o cenário nacional com mudanças de que o Brasil precisa. E mudanças, sem conversa fiada.

Portanto, e quando digo “sem conversa fiada”, estou falando de mudanças na infraestrutura do país: estradas, aeroportos e até as próprias Forças Armadas precisam de renovação, e imediatamente serem colocadas nas fronteiras pra matar, sem dó nem piedade, quantos traficantes for possível.

Tem muita gente que vai falar mal do Bolsonaro e do Heleno. Não deem atenção a estas pessoas. Eles são agentes esquerdistas. Desde a era FHC, passando pelo Lula e agora a Dilma, tem muita gente que sobrevive sendo sustentado pelo dinheiro público. Isto acontece com ONGs, cargos comissionados e toda sorte de vagabundos que vendem ou atuam como “prestadores de serviços” para o estado.

Sobre os gays, só para citar um exemplo, quando o governo comunista do PT assumiu a prefeitura de Campinas, criaram um tal Centro de Referencia que sustenta um grupo de 5 pessoas que não fazem NADA o dia todo. Segundo informações provenientes de um sistema da Secretaria Estadual de Direitos Humanos, este Centro de Referencia de Campinas, só atendeu 50 pessoas durante o ano inteiro, ano após ano!!!! Isso é menos de uma pessoa por dia!!!!

Portanto, vivemos num país miserável, sem emprego, sem capitalismo, sem armas de fogo, com gente vagabunda em todas as esferas do governo, mamando nas tetas do estado e, se o vagabundo for gay, está mamando nas picas da administração pública. Essa situação tem que acabar!!!!


Espero, com toda sinceridade, que tanto o Bolsonaro ou o General Heleno leiam este apelo e se sintam motivados a se lançarem como candidatos para a presidência da república. Por favor, se alguém próximo a eles estiver lendo isto, imprima a página e repasse o recado. Mais do que parada gay, o Brasil precisa de brasileiros!



sábado, 3 de maio de 2014

Na opinião de sociólogo, 93% dos homens heterossexuais gostam de sentir macho abraçado por trás enquanto dorme.

McCormick: cara de gay
O título desta postagem é tão ridículo quanto a “pesquisa” em si. A versão contemporânea do Alfred Kinsey é o sociólogo Mark McCormack o qual alega ter abordado 40 atletas, cuja origem é totalmente desconhecida. Seriam atletas de time de futebol de sauna gay?

Segundo McCormack, a “homofobia” diminuiu nos últimos anos e os homens heterossexuais de hoje se comportam de maneira “mais suave” entre si que as gerações anteriores. A conclusão do sociólogo é que os homens heterossexuais têm passado a assumir posturas comportamentais de caráter homossexual, tal como deitar o rosto no ombro ou no colo do próximo, dormir juntos na cama e de conchinha, entre outros. O nome que deram agora para isso é relações homossociais.

Infelizmente não tive a oportunidade de ler o tal trabalho acadêmico. Parece-me que McCormick é mais um daqueles que voluntariamente desejam assumir papel de percussores da agenda de propaganda revolucionária nas academias. E o pior é que não basta muita qualificação para se tornar um, bastando apenas ter sede de aparecer e estar disposto a escrever qualquer bobagem por dinheiro.  Tanto que ele cobra trinta dólares para quem quiser ler o seu artigo acadêmico.

Segundo a página da Universidade de Durham, McCormack já se exibiu diversas vezes na imprensa. Em um dos parágrafos do texto sobre sua pessoa, ele comenta: “eu tenho extensa experiência com mídia, já tendo aparecido em shows de rádio, mídia impressa, etc”.

Não sei quantos aqui sabem, mas um gay rapidamente identifica o outro só pelo olhar. Não sei como explicar isso, acho que é um sexto sentido. Basta olhar por dois ou três segundos para uma pessoa e digo: o cara é gay. Nunca errei na vida.

Com estes mesmos poderes quase sobrenaturais, no que olhei a foto do indivíduo, não ficou a menor dúvida. McCormick me parece o tipo de cara que mais escreve sobre o que quer ver do que é possível ser observado. O Brasil não está isento de profissionais assim, falso-acadêmicos que ficam teorizando todo o tipo de ideia fantástica só para virar notícia na mídia. O caso mais recente foi sobre o Ipea sobre o caso das mulheres serem estupradas por usar roupas provocantes.

Felizmente, em mim, tal matéria não surte nenhum efeito ou novo desejo. Se tivesse lido isto quinze anos atrás, numa época que era moleque e ingênuo, acho que teria uns 3 ou 4 amigos heteros sobre os quais teria me jogado em cima. E fico pensando no tipo de encrenca em que teria me metido se o tivesse feito. Me parece que é este o tipo de efeito que os falso-acadêmicos tem interesse em despertar, desejos quase incontroláveis ao ponto de causar problemas nas vidas pessoais de quem se deixa enganar.

Aqui está a matéria do Huffington Post (no Brasil é chamado de Brasil Post): http://www.brasilpost.com.br/2014/05/01/conchinha-homens_n_5249434.html?utm_hp_ref=mostpopular

Aqui está o link sobre o Mark McCormack: https://www.dur.ac.uk/sass/staff/profile/?id=10672

Link para o trabalho acadêmico sobre o assunto: https://www.dur.ac.uk/sass/staff/profile/?mode=pdetail&id=10672&sid=10672&pdetail=89483 – Infelizmente, para ler o artigo tem que pagar 30 dólares...

Neste link há um “sample version” deste trabalho: http://www.palgrave.com/PDFs/9781137379634_sample.pdf


Por fim, quem tiver perguntas pode enviá-las, em inglês, para: markmccormackphd@gmail.com

sábado, 22 de março de 2014

Dica do Olavo de Carvalho...

Postado em 22/03/2014, há menos de uma hora e senti urgência em compartilhar aqui:



Conheça o filósofo: http://www.olavodecarvalho.org/

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Reconsiderações sobre o surgimento da AIDS

Por David Horowitz

A chamada “liberdade” nos Estados Unidos nos permitia uma visão mais aproximada das consequências dessa idolatria radical. Na primavera de 1983, choveram críticas contra o governo Reagan por causa de sua política em relação a aids. Embora apenas 1500 casos tivessem sido diagnosticados, a taxa de contaminação alcançava níveis epidemiológicos, registrando aumentos de 100% a cada seis meses. Em decorrência de nosso processo de questionamento, Peter e eu desenvolvemos uma espécie de aversão às denúncias apocalípticas da esquerda. Os ativistas acusavam as autoridades federais de deliberadamente negar verbas para a luta contra a aids, e assim “assassinar” os homossexuais. Era uma acusação tão absurda quanto àquelas feitas contra Lyndon Johnson durante a Guerra do Vietnã: “Ei, ei, LBJ – quantas crianças você matou hoje?”. Imitando os protestos da década de 1960, os radicais homossexuais organizaram um protesto em frente ao Ministério da Saúde em Washington. Um dos manifestantes, portando uma máscara com o rosto de Reagan e vestindo um roupão preto, carregava um cartaz com a frase “Aids é Genocídio”.

(...) Em relação à aids, a própria postura de culpa parecia suspeita, quase como uma tentativa de evitar as responsabilidades da vida adulta. A burocracia fez com que os órgãos federais levassem muito tempo para lidar com esses problemas, se é que um dia o fizeram de verdade. A aids ainda era uma doença desconhecida e os 26 milhões de dólares já gastos eram uma quantia altíssima. O superintendente do Serviço de Saúde Pública declarou que a doença era a “prioridade número 1”. Ignorando tais esforços, os manifestantes dirigiam-se ao presidente como se ele fosse o “Grande Pai Branco” da nação, como se todas as crises do país pudessem ser resolvidas com um estalar de dedos seu. Todavia, se alguém poderia conhecer uma solução para o problema da aids, esse alguém era a própria comunidade atingida pela doença. Mesmo sem ter conseguido isolar o vírus causador, a opinião médica era unânime: a aids era uma doença sexualmente transmissível e o comportamento promíscuo de seus portadores foi o responsável por transformá-la em epidemia. As primeiras pesquisas com doentes revelaram que cada indivíduo no grupo teve mais de mil parceiros sexuais por ano, cerca de cem vezes mais do que a média de contatos de um homem heterossexual solteiro. Era essa promiscuidade agressiva que explicava a rapidez com que a doença avançava dentro da comunidade gay.

A militância radical era uma das fontes de tal comportamento libertino. O movimento gay foi lançado durante o auge da revolução sexual. Para os seus integrantes, libertar-se significava romper as amarras da “repressão sexual”. Para os heterossexuais, a revolução sexual terminou nos anos 1970, com o vírus da herpes. O herpes não era uma doença fatal, como a aids, mas os seus sintomas mostraram-se graves o suficiente para convencer o público que não participava da luta ideológica a prestar mais atenção aos problemas de higiene causados pelo sexo promíscuo. As chamadas casas de sexo, onde os frequentadores podiam manter relações sexuais livremente, foram fechadas e os parâmetros morais em relação à sexualidade tornaram-se mais conservadores. Mas essa sobriedade não alcançou o âmbito da revolução gay. Para os radicais homossexuais, era impossível abrir mão do sexo promíscuo, mesmo por razões de saúde e higiene, uma vez que ele era um elemento fundamental dentro da ideia de liberdade. Dentre os gays, certas doenças venéreas muito mais sérias do que o herpes já estavam se proliferando. Pouco antes do surgimento dos primeiros casos de aids, Edmund White, autor de Os prazeres do sexo homossexual, manifestou-se diante de uma plateia: “Na guerra contra uma sociedade que se mostra inimiga do sexo, os gays deveriam fazer de suas doenças sexualmente transmissíveis uma bandeira para simbolizar a sua coragem”. Um jovem ativista gay chamado Michael Callen, que mais tarde fundaria a organização “Pessoas com Aids”, estava presente na plateia. Naquele momento, pensou: “Toda vez que eu pego uma doença venérea, é como se eu estivesse dando a minha contribuição para a revolução sexual”.

No fim dos anos 1970, uma série de doenças atingia a comunidade gay, incluindo a gonorreia anal, a sífilis, o citomegalovírus e a hepatite B. Várias dessas epidemias estavam ligadas ao câncer e a problemas no sistema imunológico. Além disso, elas se espalharam de forma tão ampla que o atendimento aos doentes consumia mais de um milhão de dólares dos cofres públicos por dia. Mesmo assim, os órgãos de saúde se recusavam a intervir e a aplicar medidas de prevenção. Quando entrevistei Don Francis, funcionário do alto escalão do Centro de Controle Epidemiológico, ele me explicou as razões para esse tipo de política sanitária: “Não temos a intenção de interferir no estilo de vida alternativo dessas pessoas”. Isso demonstrava quanto as tentativas por parte dos revolucionários gays de demarcar os seus espaços independentes foram bem-sucedidas. Mesmo com a proliferação das epidemias, as boates gays e as “saunas”, que funcionavam sob licença pública, mantiveram as suas portas acintosamente abertas e continuaram lucrando como nunca.

Depois da descoberta dos primeiros casos de aids, as casas de sexo não deixaram de operar. Quando encontrou os seus pacientes homossexuais se divertindo em uma casa de banhos, um grupo de médicos decidiu procurar o jornal San Francisco Chronicle e denunciar o ocorrido, na esperança de que, diante de uma notícia chocante como essa, a comunidade gay e as autoridades de saúde pública pudessem tomar alguma atitude. Porém, os seus esforços não renderam os frutos esperados. Acusados de “homofobia gay” pelos militantes da causa homossexual os médicos preferiram calar-se. Enquanto isso, os ativistas continuaram a culpar Reagan e a criticar a falta de verbas federais para combater o aumento do número de casos de contaminação e de morte entre os já infectados, “exigindo” dos médicos uma cura imediata para a doença.

Peter e eu decidimos analisar essa história. O surto de AIDS se concentrava quase que exclusivamente dentro das comunidades gays de três cidades americanas – Nova York, Los Angeles e São Francisco, sendo que esta última registrava o maior número de casos. A área conhecida como distrito de Castro, em São Francisco, era a base da mais populosa e politicamente engajada comunidade gay do país. A influência política dos homossexuais de São Francisco era tão abrangente que nenhum prefeito conseguiu se eleger sem seu apoio. Decidimos retratar a situação da cidade como um caso emblemático. Para iniciar a pesquisa, como era de costume, entrei em contato com outros jornalistas que também estavam cobrindo o caso. 

Dentre eles, o que mais se destacava era Randy Shilts, repórter do San Francisco Chronicle que representava a voz da comunidade gay no jornal. Liguei para Shilts e marcamos um almoço. Simpático e comunicativo, Shilts demonstrava uma enorme curiosidade em relação a tudo o que acontecia dentro daquele universo. Ele era autor de O prefeito da rua Castro, biografia de Harvey Milk, primeiro homossexual eleito em São Francisco. (...) Não havia ninguém mais indicado para falar sobre o assunto do que ele. Shilts sabia do trabalho que Peter e eu estávamos desenvolvendo, pelo qual manifestava um sincero respeito. Enquanto Shilts me punha a par da situação atual da aids, pude ver que nossos pressentimentos estavam certos. Além de tudo, os aspectos políticos da história eram muito mais significantes e muito mais preocupantes do que tínhamos imaginado.

Shilts revelou que o clima de intimidação que pairava sobre a comunidade gay era tão pesado que ninguém tinha coragem de abrir a boca. Aqueles médicos que tentaram, em vão, alertar o público para os perigos escondidos em saunas e outros estabelecimentos do tipo eram apenas a ponta do iceberg. Estudos realizados por pesquisadores universitários mostraram que um em cada 222 homens homossexuais no distrito de Castro já era portador da doença. “Se um cara fizer sexo com mais outros dez numa noite, o que não é rato de acontecer”, disse Shilts, “o risco de infecção passa a ser de 1 em 33.” Se essa for uma prática habitual, e geralmente é, a possibilidade de contaminação pela aids é mais do que certa. De acordo com Shilts, eram os próprios líderes gays que omitiam os resultados das pesquisas e o fato de que a aids era uma doença sexualmente transmissível.

Era algo difícil de acreditar, mas quando fui confirmar a história de Shilts, esta mostrou-se verdadeira. A Associação Democrática Gay Stonewall, uma das potencias politicas na comunidade, resumiu a visão politicamente correta predominante entre os ativistas no seguinte slogan: “O sexo não causa aids – o que causa aids é um vírus”. O grupo acreditava que associar a doença com o sexo promíscuo e também com o sexo homossexual (95% dos casos em São Francisco eram entre homens homossexuais) poderia estigmatizar o “estilo de vida gay” e criar uma revolta política. Os ativistas tinham poder de fogo suficiente para evitar que as informações sobre os meios de informação da aids fossem divulgados pelos órgãos de saúde aos indivíduos com comportamento de risco. Não havia nenhum material informativo nas clínicas especializadas no tratamento de doenças venéreas da cidade alertando para a natureza sexual da doença, explicando que o causador da aids era um vírus presente no sangue e transmitido pelo sêmen, e que o sexo anal era o responsável pela maioria das contaminações. Os folhetos sobre aids diziam que a origem da doença ainda era desconhecida, e recomendavam dormir mais e se exercitar mais como formas de prevenção.

Uma figura central no desenvolvimento da política em relação à aids mantida pela cidade São Francisco, a quem entrevistei por sugestão de Shilts, era a coordenadora dos programas municipais de saúde dirigidos aos homossexuais. Negra e lésbica, Pat Norman não possuía formação na área médica: era uma ativista política que aprendeu, provavelmente na prática, a lidar com as questões de saúde. Pat ocupava o cargo de diretora do Departamento de Saúde do Homossexual na Secretaria Municipal de Saúde. Alguns meses antes, a Comissão Coordenadora do Atendimento ao Homossexual, que ela presidia, havia rejeitado as propostas para implantar a triagem de doadores de sangue na cidade, depois que vários hemofílicos foram contaminados durante as transfusões. A comissão alegou que o projeto era uma tentativa de “reimplantar a lei de miscigenação que fazia distinção entre o sangue branco e o sangue negro”, e baseado no “mesmo conceito que durante a Segunda Guerra Mundial levou o governo a ordenar a prisão de todos os cidadãos nipo-americanos, residentes na metade ocidental do país, por meio de espionagem”. No momento em que abordei a necessidade de divulgação de mais informações sobre a transmissão da aids por via sexual ao grande público, Norman evitou dar respostas diretas, mostrando-se bastante agressiva, e a entrevista acabou ali.

(...)No fim do primeiro almoço,  Shilts comentou “David, se você quer tanto entender o sexo homossexual, é simples: é menino sem menina”. Não havia outra instituição capaz de ilustrar melhor esse fato do que as saunas, descritas por um ativista como sendo “os símbolos da liberação gay”. As “casas de banho” eram uma indústria que movimentavam mais de 100 milhões de dólares por ano em todo o país. Alguns estudos mostraram que as saunas eram frequentadas por quase 70% da população gay, e que a média de relações sexuais por cliente era de três por noite. Consequentemente, a possibilidade de contrair uma doença venérea era de 33%. Ainda um pouco hesitante, disse a Peter que eu iria até lá para conferir.

(...) As saunas já eram fonte de amargos conflitos entre os líderes gays. Tive a oportunidade de entrevistar um deles, Bill Kraus, que mais tarde morreria de aids, assim como o próprio Shilts. Kraus era presidente da Associação Democrática Gay Harvey Milk e estava convencido de que as saunas representavam uma ameaça à saúde da comunidade. No seu íntimo, Kraus achava que elas deveriam ser fechadas, mas sabia que se tratava de uma deia politicamente inviável e, por isso, tinha medo de expressá-la em público. Sua preocupação imediata era obrigar a prefeitura a afixar avisos nas casas de banho alertando para o risco de transmissão de aids por meio do sexo. Essa era uma questão urgente, pois a Parada do Orgulho Gay estava marcada para acontecer em junho, ou seja, a menos de um mês. Nessa época, dezena de milhares de homossexuais de todo o país, cidadãos acima de qualquer suspeita, reuniam-se em São Francisco para se banhar no seu oceano de “liberdade” e doença. Numa reunião entre os proprietários das casas de banho e os líderes gays, a proposta de Kraus foi rejeitada e ele se tornou alvo de críticas e agressões pessoais. Kraus foi chamado de “fascista sexual”, de “traidor da comunidade”, de alguém que quer “sufocar a sexualidade”. Segundo a explicação dada por um ativistas, a lógica dos radicais funcionava da seguinte maneira: “As mesmas instituições que lutaram contra a repressão sexual [as casas de banho] estão sendo criticadas com a desculpa de estratégia médica”.

Ao falar comigo, Kraus estava bastante nervoso e exigiu que toda citação literal de seu depoimento fosse submetida à sua aprovação antes de ser incluída no artigo. Mas ele também ficava agradecido por estarmos escrevendo uma reportagem sobre o assunto, uma vez que os membros da comunidade se sentiam muito intimidados para falar publicamente. Conversando com Kraus e outros ativistas como ele, lembrei-me das minhas experiências durante a era McCarthy, quando ainda era criança. Os medos que as pessoas sentiam eram os mesmos: medo da difamação, do isolamento político, medo de perder os amigos, de ser expulso da comunidade. Foram esses temores que levaram Shilts a nos entregar uma matéria que era sua por direito.

Por (mais uma) sugestão de Shilts, entrevistei também uma enfermeira lésbica chamada Catherine Cusic, integrante da Associação Harvey Milk. Por ser especialista no tratamento de pacientes com aids, Catherine viu doentes morrendo nos braços de seus parceiros e consolou as famílias que vinham dar o último adeus a seus filhos. Seu depoimento foi arrepiante: “Tem gente na comunidade”, disse ela, “que não quer que os outros saibam da verdade. Acham que isso vai prejudicar os negócios, vai afetar a imagem do homossexual. Centenas, talvez milhares, vão morrer por causa desse tipo de atitude. É praticamente um assassinato”.

A opinião dos líderes gays tinha um peso muito grande. O superintendente de saúde pública de São Francisco, dr. Mervyn Silverman, afirmou que não poderia implantar nenhuma política de saúde em relação à aids sem a prévia aprovação dos gays. Na minha opinião, com esse gesto, o médico estava abdicando de sua responsabilidade enquanto profissional e enquanto autoridade municipal. Não obstante, o dr. Silverman defendia a sua posição com unhas e dentes. Ele não era capaz nem mesmo de questionar em público a visão, forjada politicamente, de que não havia certeza em relação à natureza sexual da transmissão da aids. “Se o senhor diz que não se sabe ao certo como a aids é contraída”, perguntei-lhe, “como pode afirmar com tanta convicção que não há risco de transmissão casual?” A impossibilidade de a doença ser transmitida casualmente a heterossexuais (através da saliva, por exemplo) foi largamente defendida pelos órgãos de saúde em várias de suas declarações. Com essa atitude, buscavam tranqüilizar o público freqüentador dos diversos restaurantes e outros estabelecimentos em São Francisco de propriedade de homossexuais. “Ah”, Silverman respondeu sem hesitar, “os gays são mais vulneráveis que os heterossexuais em alguns aspectos. O sistema imunológico de um homem homossexual normal já é debilitado por natureza”. “E como o senhor ficou sabendo disso?”, perguntei, incrédulo. Ele, então explicou como as células T são contadas, como a hepatite B enfraquece o sistema imunológico e como as outras tantas doenças sexualmente transmissíveis, que as autoridades de saúde como ele deixaram correr livremente dentro da comunidade gay, fazem com que os homossexuais masculinos fiquem mais expostos à infecções.

Fiquei chocado diante dessas afirmações. Tínhamos aqui um grupo de pessoas correndo sério risco de contrair uma doença venérea, e a maior autoridade de saúde pública do município – completamente ciente dos perigos – recusava-se a fechar as saunas e outros pontos de encontro sexual, ou a afixar avisos nesses locais, ou mesmo a falar à comunidade gay e ao grande público sobre a natureza da ameaça que enfrentava. Silverman acabou deixando o Departamento de Saúde Pública para tornar-se presidente da Fundação Nacional Contra a Aids, aparecendo em eventos de gala beneficentes ao lado de celebridades como Elizabeth Taylor, arrecadando milhões de dólares em donativos para cuidar dos doentes terminais que as suas políticas ajudaram a criar.

O artigo que escrevemos foi publicado como a matéria de capa da edição de julho de 1983 da revista California, sob o título de “Whitewash” [Pá de cal]. A reportagem abria com a seguinte frase: “Enquanto o número de vítimas da aids duplica a cada seis meses, os líderes gays da Califórnia omitem informações fundamentais sobre as formas de contágio dessa doença fatal, colocando milhares de vida em risco [...]” 

Foram realizadas diversas manifestações na porta da redação da revista protestando contra o conteúdo “homofóbico” da reportagem. Houve também críticas da parte de Pat Norman e de outros líderes homossexuais. Seguindo essa mesma linha, a Newsweek acusou o nosso artigo de “sensacionalismo”. De modo geral, a mídia tratou de esquecer logo o assunto. As dimensões políticas da história da AIDS só seriam conhecidas mais a fundo quatro anos depois, quando Shilts descreveu esses acontecimentos no seu livro intitulado O prazer com risco de vida. Outro jovem escritor, Michel Fumento, inspirou-se na nossa reportagem para iniciar uma investigação das políticas por trás da epidemia. O resultado de sua pesquisa foi mais tarde publicado sob o título de O mito da aids heterossexual.

Por causa do nosso artigo, fui convidado a participar de vários programas de entrevistas para debater com ativistas gays. Nas minhas aparições, sempre reconhecia a pertinência das preocupações daquela comunidade. Meu objetivo era chegar até os jovens que, sem saber, estavam no caminho da doença. Eu sabia que, se eles me vissem como alguém alheio aos seus interesses, jamais ouviriam o que eu tinha a dizer. Num desses programas, fiquei frente a frente com Randy Stallings, presidente da Organização Alice B. Toklas, terceira associação gay mais importante ligada ao Partido Democrata de São Francisco. Comecei criticando o tratamento aos homossexuais americanos, lembrando que até há pouco tempo a homossexualidade era crime, e afirmando que a epidemia era uma tragédia humana. “Se você é gay”, disse eu, “e não manteve um relacionamento monogâmico durante os últimos dez anos [o período de latência presumido do vírus], você pode ser portador de uma doença fatal”. Stallings veio para cima de mim. “Viram só? Ele falou monogâmico! Isso é preconceito. É homofobia!” Eu não me deixei intimidar. “Não estamos discutindo filosofia”, retruquei. “Esta é uma questão de vida ou morte”. Mas Stallings insistia. Ele negou que a doença fosse sexualmente transmissível e afirmou que as autoridades não agiram com negligência quando se recusaram a afixar avisos sobre a doença” (...).

(...) Mais uma vez, tentei deixar claro que eu não era contra a homossexualidade. Eu compreendia que aquela era uma comunidade perseguida e apoiava as suas reivindicações por respeito e por direitos iguais. Mas as políticas de saúde pública e os conceitos morais tradicionais não podiam ser simplesmente encarados como instrumentos “sexistas” cujo propósito era oprimir os gays. Embora a liderança tentasse negar, o fato era que a aids era uma doença sexualmente transmissível e que a promiscuidade era mesmo perigosa – especialmente para os homens homossexuais. As medidas de saúde pública convencionais aplicadas ao combate a epidemias deveriam ser utilizadas contra a doença. (...) Não era uma questão política, era uma questão de saúde. Tentar adequar as medidas de saúde pública a certos preconceitos políticos só poderia resultar em sérios prejuízos. O tempo estava passando. Logo a doença se espalharia de tal maneira que essas medida não mais conseguiriam deter o seu avanço. Era hora de pôr de lado os argumentos ideológicos que dominavam o debate e buscar uma solução prática.

No momento dedicado às perguntas, os ânimos da platéia começaram a se exaltar. Um dos participantes se levantou e, com a voz esganiçada, ameaçou: “Sinto-me na obrigação de denunciar o senhor para a polícia”. Em seguida, pôs-se a relatar todas as dificuldades que enfrentou na vida devido à sua opção sexual e todas as perseguições que sofreu por parte de gente como eu. Outros participantes engrossaram o coro. De repente, deixei de ser uma pessoa e me tornei um símbolo, alvo o terror e da ira coletiva. Ninguém ouvia o que eu falava. Algumas vozes gritavam xingamentos como “nazista” e “homofóbico”, aumentando ainda mais a histeria generalizada, até que um homem bradou: “Tenho vontade de te matar!”.

Ninguém se manifestou em minha defesa, nem mesmo para lembrar que eu merecia um tratamento um pouco mais educado por ser convidado e por ser minoria. Nada disso aconteceu. Só recebi demonstrações de raiva de todo o grupo. O clima esta tão tenso que, assim que se declarou o fim do evento, a platéia em peso precipitou-se em direção à mesa onde estavam os palestrantes. Eu já me preparava para apanhar. Felizmente, não houve nenhum tipo de violência física contra mim. Em vez disso, fui abordado por um homem franzino e grisalho que se aproximou de mi e, quase num sussurro, falou-me: “Tudo isso que você disse está certo. Não desista”.

Esse homem era Larry Littlejohn, o primeiro xerife homossexual de São Francisco (...). Ao ouvir a sua história, lembrei-me da transformação que o movimento dos direitos civis sofreu na década de 1960, quando a mensagem integracionista de Martin Luther King foi substituída pelo separatismo radical de Malcolm X e pela onda do Black Power. Assim como Luther King, Littlejohn e seus companheiros de militância buscavam a integração dos homossexuais na grande cultura americana, exigindo respeito e lutando pelo cumprimento dos seus direitos, como todos os outros cidadãos. Porém, no fim dos anos 1960, essa ideia foi suplantada pelo conceito radical de “liberdade”. Hoje, o objetivo não era mais a inclusão social, mas a demarcação de uma área onde a “força” e o “estilo de vida” gays predominassem sobre a ordem “heterossexista”. A moral e as instituições tradicionais, incluindo até mesmo as medidas de saúde pública, como mais tarde se descobriu, foram rejeitadas em nome da cultura revolucionária. Littlejohn passou a crer que os responsáveis pela destruição de sua comunidade eram exatamente essa cultura e as atitudes de seus integrantes.

Em 1987, quatro anos depois da publicação de nossa reportagem, foi organizada uma marcha gay em Washington nos moldes da famosa manifestação liderada por Luther King, em 1963. A passeata, que contou com a presença de 200 mil pessoas, serviu apenas para reforçar o discurso da liderança gay de que a aids não representava nenhuma ameaça para a comunidade. Para completar, faziam questão de entoar o slogan “Fora Reagan! Vida a sodomia”, como se Ronald Reagan fosse o culpado pela existência da aids e o sexo anal não fosse um dos principais meios de contágio da doença.

Pela primeira vez na vida, Peter e eu nos víamos do lado “conservador” de um debate político. O caminho que trilhamos para chegar até aqui não era, por assim dizer, “político”. A divulgação dos conceitos de higiene pessoal não tinha a mínima pretensão de “oprimir” a comunidade ameaçada pela aids, como afirmavam os radicais. Por outro lado, assumir a responsabilidade de cuidar do próprio corpo era um dos princípios básicos da ética. Era um hábito que tentávamos cultivar em nossos filhos e em nós mesmos. Ronald Reagan não era o responsável pela epidemia – era um fato mais do que evidente. Porém, quando nos recusamos a apontar o dedo para o presidente, a esquerda política viu o nosso gesto como uma tentativa de “pôr a culpa nas vítimas”. Foi, então, que percebemos que, querendo ou não, havíamos passado para o outro lado.

As políticas por trás da crise da aids apenas confirmam as conclusões que nós já havíamos chegado. Com o passar dos anos, as tradições morais das quais tanto desdenhamos durante a nossa militância na esquerda tornaram-se, aos nossos olhos, menos arbitrárias e mais aceitáveis. Passamos a vê-las não mais como intrincados conceitos sociais que a elite dominante impôs, mas como ensinamentos empíricos que o tempo tratou de preservar e transmitir na forma de sabedoria popular. A monogamia já não era mais um preconceito cego, como aprendi a duras penas e como Randy Stallings afirmava. Era, na verdade, uma atitude prudente, uma regra de comportamento que a humanidade vinha tentando nos ensinar ao longo de séculos de sofrimento, de erros e acertos. Passar a vida culpando os outros – a “sociedade” – por tudo o que acontece conosco acaba nos privando da oportunidade de aprender com as nossas experiências e de mudar o nosso próprio destino.

Extraído do livro “O Filho Radical — A Odisseia de Uma Geração”, de David Horowitz, publicado pela editora Peixoto Neto

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O “Truvada”, a AIDS e a lógica. Ou: Um remédio de combate à AIDS que pode induzir uma elevação dos casos de contaminação

Por Reinaldo Azevedo

Os Estados Unidos aprovaram a comercialização de um remédio que ajuda — só ajuda — a prevenir a contaminação pelo vírus da AIDS. Não entendo nada de medicina, é evidente. Mas sei um pouquinho de lógica. Será preciso tomar um cuidado imenso para que não haja um… aumento dos casos de contaminação! Leiam o que informa VEJA Online. Volto em seguida.
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O FDA, órgão do governo americano que controla drogas e alimentos, anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, fabricado pelo laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir a contração do HIV em grupos de alto risco. O órgão ressalta, porém, que o medicamento é incapaz de evitar a doença sozinho: deve ser usado com outros meios, como a camisinha.

TRUVADA
O Truvada, comercializado desde 2004, é a combinação de outras duas drogas, mais antigas, usadas no combate ao HIV: Emtriva e Viread. Os médicos normalmente receitam a medicação como parte de um coquetel que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances de a aids se desenvolver.

A capacidade de prevenção do Truvada foi anunciada pela primeira vez em 2010 como um dos grandes avanços médicos na luta contra a epidemia de aids. Um estudo de três anos descobriu que doses diárias diminuíam o risco de infecção em homens saudáveis em 44%, quando acompanhados por orientação e pelo uso de preservativo.

O Truvada costuma provocar, como efeito colateral, vômitos, diarreia, náuseas e tontura. Há casos também de intoxicação do fígado, perda óssea e alteração da função renal. O remédio já está no mercado para tratar a doença. A aprovação do FDA permite que a empresa Gilead Sciences, fabricante da medicação, venda a droga formalmente nas condições estabelecidas pelo órgão. “O Truvada é para ser utilizado na profilaxia prévia à exposição, em combinação com práticas de sexo seguro, para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação”, afirmou o FDA.

Com a decisão do FDA, médicos estão autorizados a prescrever o Truvada nos Estados Unidos a grupos como prostitutas ou casais em que um dos parceiros é soropositivo. Ricardo Shobbie Diaz, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), porém, afirma que, como os estudos mais conclusivos até o momento dizem respeito a homens que fazem sexo com homens, a droga deve inicialmente ser indicada para esse grupo. José Valdez Madruga, infectologista e coordenador de Pesquisa em Novos Medicamentos do Centro de Referência e Tratamento de Aids (CRT), de São Paulo, também afirma que, por enquanto, os estudos com resultados mais fortes analisaram grupos homossexuais.

A posição definitiva veio dois meses após o órgão ter se mostrado favorável a um estudo que indicou que o medicamento pode reduzir de 44% a 73% o risco de contração do HIV em homens homossexuais. Na mesma semana, um comitê do FDA se reuniu e os especialistas se posicionaram a favor do uso do Truvada para esses fins.

O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectadas com HIV. O medicamento é usado em combinação com outros remédios antirretrovirais. Agora, com a aprovação do FDA, a droga passa a ser recomendada também para pessoas não infectadas que apresentam alto risco de serem contaminadas pelo vírus HIV.

Apesar de comemorada por grande parte da comunidade científica, a nova indicação para o Truvada foi rejeitada por alguns grupos de prevenção a aids, como a Aids Healthcare Foundation, dos Estados Unidos. De acordo com a organização, o uso contínuo do medicamento pode induzir a uma falsa sensação de segurança. Isso levaria, segundo a organização, a um menor uso de métodos preventivos mais eficazes, como a camisinha.

Brasil
Em maio, logo após o primeiro sinal verde do FDA em relação ao uso do Truvada para a prevenção do HIV, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o medicamento no Brasil. A droga, no entanto, não passou a ser utilizada automaticamente no país. De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão do medicamento no coquetel distribuído no país foi analisada há dois anos e não foi encontrada a necessidade na troca das drogas.

Voltei
O número de novos casos de AIDS mesmo em países ricos e em grupos informados, que conhecem muito bem as formas de contágio, ainda é elevadíssimo. AIDS não é gripe. Não se apanha sem querer nos trens de metrô ou nas salas de aula. Exceção feita aos casos de contaminação em transfusões ou em decorrência da infidelidade de um dos parceiros (geralmente o homem) no casamento, fato ignorado pelo outro, a contaminação se dá em razão de uma escolha desastrada. Não! A pessoa não escolhe a doença, mas o comportamento temerário, ciente de que pode se dar mal. Mesmo assim, decide correr o risco.

Em países africanos, onde o flagelo da doença se mistura à pobreza, ao atraso, a cultuaras que esmagam as mulheres etc, a “vontade” é um fator de menor importância. Mas não é assim nos países mais desenvolvidos — incluindo o Brasil. As pessoas que trabalham com saúde pública por aqui, e eu conheço algumas, sabem que a AIDS é majoritariamente, sim, uma doença associada ao sexo promíscuo. Tirem da palavra o conteúdo de censura moral. O ponto é outro: chamo de “promíscua” a prática sexual com vários parceiros, sem restrição ou proteção.

Curiosamente, e os médicos sabem que isto é verdade (evitam dizê-lo para não contrariar grupos militantes), o avanço dos chamados coquetéis anti-AIDS, que vão conferindo à doença a característica de um mal crônico, administrável — não mais de doença letal — acabou provocando uma estagnação na taxa de contaminação, que parou de cair. Em alguns grupos, como o de homossexuais masculinos jovens, subiu. Vale dizer: o coquetel passou a ser visto, tolamente, como uma espécie de garantia. E não custa lembrar: a AIDS ainda mata.

Se o tal Truvada contribui, em si, para dificultar a contaminação, que seja posto à disposição da população. Se passar a ser usado como garantia, os desdobramentos podem ser contraproducentes. Por quê? Está claro que ele não impede a contaminação. Se provocar uma grande elevação do número de pessoas que se exporão ao risco, o resultado pode ser desastroso.

Uganda é o país africano mais bem-sucedido no combate à AIDS. Também por lá existe a ênfase no uso da camisinha. Mas é apenas a terceira prioridade: as duas primeiras são a defesa da fidelidade no casamento e, vejam que coisa!, o incentivo à virgindade. Não estou dizendo que seja um exemplo a ser seguido — até porque há campanhas que são mais efetivas em determinadas culturas do que em outras. Chamo a atenção para um aspecto óbvio, sempre negligenciado por grupos militantes, especialmente os de homossexuais, sob o silêncio cúmplice da área médica: até que não se tenha uma vacina contra a doença ou não se descubra a cura, o sexo seguro — e, por óbvio, homossexuais também podem praticá-lo — ainda é o melhor remédio. E, meus caros, a “camisinha” da escolha certa é a única 100% segura.

sábado, 14 de julho de 2012

Pais gays são prejudiciais para as crianças?

Por Charles C. W. Cooke 

Não é preciso uma opinião conservadora para ver que “diferentes” significa, quase sempre, “pior”.


Em seu novo estudo publicado pela Social Science Journal, Mark Regnerus faz uma pergunta: “Quão diferentes são os adultos criados por pais que possuem relacionamentos homossexuais?” A resposta para isso – tanto na literatura acadêmica quanto no imaginário do público americano – mudou dramaticamente em menos de uma geração. “Quinze anos atrás”, explicou Regnerus em um evento no neutro Institute for American Values, famílias biológicas heterossexuais eram “consideradas reflexivamente como o melhor ambiente para crianças”. Subsequentemente, isso deu lugar para a noção de que não havia “nenhuma diferença significativa” na criação de crianças em arranjos familiares não-tradicionais. Finalmente, sugeriu-se que crianças “podem se sair melhor sendo criadas por um casal gay”.

Ainda que haja pouquíssimas evidências que dão suporte a essa conclusão, defensores do casamento homossexual e da adoção gay declararam que a ciência já o provou. Talvez a mais famosa dessas declarações é um artigo de 2010, escrito pelos cientistas sociais Judith Stacey e Timothy Biblarz, que propalou que “baseado estritamente em publicações científicas, pode-se argumentar que duas mulheres criam uma criança melhor do que uma mulher e um homem, ou pelo menos uma mulher e um homem com uma divisão tradicional de papéis familiares”. Esse argumento – de que pais homossexuais são iguais ou melhores do que as estruturas familiares tradicionais – encontrou seu caminho em nosso diálogo acadêmico, legal e cultural, e raramente é questionado. Daí a declaração da Nona Corte de Apelação: “Crianças educadas por pais gays ou lésbicas podem ser tão saudáveis, bem-sucedidas e bem-ajustadas quanto crianças educadas por pais heterossexuais. Pesquisas que apontam para essa conclusão são indubitavelmente aceitas no campo da psicologia do desenvolvimento.”

O estudo de Regnerus foi desenvolvido para reexaminar essa questão – uma tarefa difícil, para dizer o mínimo – ao expandir a amostragem analisada e aprimorar a metodologia das pesquisas anteriores. O Censo dos EUA, por exemplo, coleta uma porção de informações úteis, mas, por não conter questões sobre orientação sexual, muito de sua contribuição ao assunto deve ser inferido. Da mesma forma, muitos estudos acadêmicos que utilizam a “técnica bola-de-neve” de amostragens pequenas – um processo no qual os sujeitos que participam do estudo recrutam pessoas conhecidas para participarem dele – podem ser confusos. Um desses estudos, abordado no artigo de Regnerus, analisou mulheres que leem jornais e frequentavam livrarias e eventos lésbicos; o problema com essa abordagem popular é que ela restringe a amostragem aos mais educados, ricos e socialmente similares, resultando em uma compreensão limitada. Estudos assim pulularam nos últimos anos.

Em busca de suas respostas, Regnerus entrevistou 15.088 pessoas. Destas, os pesquisadores encontraram 175 pessoas que foram criadas por mães que estavam em um relacionamento lésbico, e 73 pessoas que foram criadas por pais que tiveram relacionamentos gays – ainda assim, um grupo relativamente pequeno.

A primeira coisa que Regnerus descobriu foi que residências gays com crianças são localizadas nas mesmas áreas geográficas que os lares de casais heterossexuais com crianças. Ao contrário do que se pensa, não há concentração real de crianças onde gays vivem em massa. Por exemplo, como há poucas crianças nas residências de San Francisco, há também poucas crianças vivendo com gays em San Francisco. De fato, a Georgia é o estado com mais crianças vivendo com casais do mesmo sexo. Apesar da fama de serem menos amigos dos gays, os estados do Meio-Oeste americano estão bem representados na medição demográfica de casais gays com crianças. E, fazendo jus à tendência geral, casais gays latinos têm mais crianças do que casais gays brancos.

Regnerus descobriu que as crianças do estudo raramente passaram suas infâncias inteiras nas casas de seus pais gays e seus parceiros. Apenas dois dos 175 sujeitos que declararam ter a mãe em um relacionamento lésbico passaram toda a sua infância com o casal, e nenhuma criança estudada passou toda sua infância com dois homens gays. Os números também caem bastante quanto ao tempo decorrido: por exemplo, 57% das crianças passaram mais do que 4 meses com mães lésbicas, mas apenas 23% passaram mais de 3 anos com elas. Isso é muito interessante, mas tem implicações sérias para o estudo – implicações sobre as quais voltarei a falar depois.

Por último, Mark Regnerus buscou responder se as crianças com pais em relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando comparadas com crianças criadas por seus pais biológicos. A resposta, contra o zeitgeist, parece ser um retumbante sim. Crianças com pais em relacionamentos homossexuais possuem baixo desempenho em quase todos os quesitos. Algumas dessas diferenças podem ser relativamente inofensivas – como em que presidente votaram na última eleição, por exemplo –, mas a maioria não é. Um déficit é particularmente preocupante: menos de 2% das crianças de famílias biológicas intactas sofreram algum tipo de abuso sexual, mas o número correspondente às crianças de casais homossexuais é de 23%. Igualmente perturbador é que 14% das crianças de casais homossexuais passaram algum tempo em abrigos temporários, comparado com 2% do total da população americana. Índices de prisão, contato com drogas e desemprego são bem maiores dentre filhos de casais homossexuais.

O que podemos concluir disso? Bom, é aqui que a coisa se complica. Comparar filhos de pais homossexuais com o “padrão-ouro” – ou seja, pais biológicos que permaneceram casados – é problemático. Dado como o estudo foi feito, alguém poderia perguntar justamente se a questão não é tanto a comparação entre criação homossexual e criação heterossexual, mas entre instabilidade e estabilidade na infância. Por definição, qualquer filho de duas pessoas do mesmo sexo sentirá falta de pelo menos um de seus pais biológicos e provavelmente experimentará alguma instabilidade em mudar da díade biológica para qualquer arranjo que a substitua. E, como explicado acima, a maior parte dos sujeitos do estudo passaram apenas alguns anos com pais do mesmo sexo, o que torna provável que seu arranjo familiar mudou mais de uma vez e, assim, resultou em uma infância instável.

Ademais, dado que o estudo é um retrato de um período de tempo que precedeu a legalização do casamento homossexual (em alguns estados), alguém poderia especular que o estigma social teve seu papel nos dados de Regnerus, e que tal estigma terá um efeito menor em pesquisas futuras. De fato, poder-se-ia afirmar que o estudo de Regnerus poderia ser utilizado para justificar o casamento gay no sentido de que desaprovação social a casais gays não-casados gera a própria instabilidade que leva as crianças a passar por experiências negativas: o casamento de parceiros gays leva ao melhoramento da estabilidade familiar e, portanto, é benéfica para as crianças. Considero isso como um passo muito avançado, pois o alto índice de divórcio entre os gays não indica que casais homossexuais serão em breve um modelo de estabilidade –, mas pode merecer alguma reflexão.

O estudo de Regnerus é um sucesso na medida em que responde à questão fundamental se crianças educadas por casais homossexuais são diferentes: está claro que sim, e não é preciso uma opinião conservadora para ver que “diferentes” significa, quase sempre, “pior”. É discutível, todavia, se isso é culpa das famílias homossexuais ou da instabilidade. De fato, a maior conclusão do relatório não é de que famílias homossexuais sejam negativas, mas mais uma afirmação de que famílias biológicas intactas são uma positivas. De modo simples, se você quer que seus filhos tenham uma vida melhor, você deveria tê-los dentro de um matrimônio e mantê-lo firme. Mas isso nós todos já sabíamos.


Charles C. W. Cooke é editor associado da National Review, onde este artigo foi originalmente publicado.

Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UnB.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Agressão a gay por três lésbicas pode ser considerada "crime de ódio"

Vejam abaixo o caso curioso de três lésbicas que estão sendo acusadas de "crime de ódio de cunho homofóbico" nos Estados Unidos. Aproveitando a deixa, sabiam vocês que vinte e uma (21) pessoas foram condenadas nos Estados Unidos em 2010 por crimes de "heterofobia"?

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Boston Herald
25 de Fevereiro de 2012
Por Richard Weir

Três mulheres identificadas como lésbicas pelo advogado que as defende foram acusadas ontem (24) de cometer um crime de ódio por espancar um homem gay na Estação de Trem Forest Hills, Boston, em um caso incomum que segundo especialistas expõe a lógica perversa da lei de crimes de ódio.

“Acredito que nenhum júri com bom senso condenará as acusadas sob aquelas circunstâncias, mas o que isso realmente demonstra é a estupidez da legislação dos crimes de ódio”, afirmou o advogado pelas liberdades civis Harvey Silvergate. “Se você espanca alguém, você é culpado de agressão a um ser humano. Ponto. A ideia de tentar segmentar os seres humanos em categorias está condenada ao fracasso”

A acusação e a União Americana pelas Liberdades Civis – ACLU - de Massachusetts afirmaram que não importa a orientação sexual das acusadas; elas ainda devem responder pelo crime de agressão e espancamento com a intenção de intimidar, já que a agressão física foi acompanhada por uma linguagem de ódio, o que pode levá-las a dez anos de prisão.

“Um judeu pode ser anti-semita”, disse a advogada-chefe da ACLU Sarah Wunsch.  “O simples fato de alguém pertencer a uma mesma classe não significa que não possa agir motivado por ódio ao seu próprio grupo”.

Mas Carolyn Euell, 38, mãe de duas acusadas, Erika Stroud, 21, e Felicia Stroud, 18, disse aos repórteres que a agressão não pode ser um “crime de ódio”, já que suas duas filhas são lésbicas.

A advogada de acusação Lindsey Weinstein afirmou que as duas irmãs e uma outra colega, Lydia Sanford, agrediram impiedosamente o  homem com uma série de socos e pontapés após ele ter esbarrado nelas com sua mochila nas escadas da estação. Weinstein disse que a vítima, que teve o nariz quebrado, relatou aos policiais que acreditava “ter sido atacado por conta de sua orientação sexual” já que as três mulheres “o insultaram com xingamentos homofóbicos”.

A advogada de defesa Helene Tomlinson, que representa Sandord, disse ao juiz que sua cliente é “uma lésbica assumida... de modo que a acusação de atitude homofóbica é injustificada”. Ela afirma que o homem é que foi o agressor e que utilizou expressões de ódio racial: “ele provocou as mulheres”.

A defesa de Felícia Stroud, C. Harold Krasnow, afirmou: “Elas não sabiam qual era a orientação sexual dele, da mesma forma que ele não sabia a delas”.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Para além do sexo anal



Quando soube da minha homossexualidade, a primeira pergunta do meu pai não foi se eu amava alguém ou se tinha um namorado, mas se era “passivo” ou “ativo”. Colegas heterossexuais também têm essa curiosidade natural e, meio sem jeito, já me questionaram: quem é o homem da relação?

A verdade é que há muito desconhecimento sobre esse assunto, inclusive entre os próprios homossexuais. A cultura do sexo anal é tão dominante nesse “meio” que mesmo aqueles que não se identificam com a prática não se sentem à vontade, muitas vezes com medo da rejeição, para dizer NÃO ao parceiro e propor formas alternativas de dar e receber prazer. Normalmente, para ser considerado efetivamente gay, é preciso passar pela experiência, às vezes dolorosa e para muitos asquerosa, de fazer sexo anal. A mídia e as campanhas de prevenção governamentais enfatizam muito a camisinha, mas em nenhum momento sugerem a adoção de práticas mais seguras e saudáveis do que o sexo anal – não o fazem porque acham que não podem julgar o comportamento de ninguém.

O fato é que, ao contrário do que muitos fundamentalistas pensam, ser homossexual não se resume ou é sinônimo de dar ou comer cu. Pesquisas indicam que entre 20-45% da população homossexual masculina sexualmente ativa não pratica sexo anal. Masturbação mútua, frottage, sexo oral e tantas outras modalidades podem ser tão ou mais gratificantes do que o sexo penetrativo de pênis e ânus. Além disso, há sempre a opção de abstinência sexual, corretamente indicada pela Igreja Católica como a melhor forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Para aqueles que desejam conhecer mais sobre práticas sexuais não-penetrativas, sugiro os seguintes sites: